Enquanto o mercado almeja os jovens e embarca em tendências passageiras, a economia real é movida por quem tem estabilidade, patrimônio e o poder da decisão de compra: a geração Baby Boomer.
Nascidos entre 1946 e 1964, os Baby Boomers são protagonistas da economia global e no Brasil não é diferente. De acordo com os dados da Harvard Business Review, eles lideram a maioria dos lares e movimentam quase R$ 1,8 trilhão por ano apenas no Brasil. Ainda assim, são ignorados por marcas que seguem apostando todas as fichas nas gerações mais novas.
Mas a questão é simples: sua marca está realmente falando com quem consome?
Quem são os Baby Boomers
Os Baby Boomers cresceram no pós-guerra, em um mundo que respirava otimismo, crescimento econômico e expansão dos direitos civis. Foram protagonistas das grandes revoluções culturais, comportamentais e sociais — da contracultura à luta por igualdade de gênero e direitos humanos.
Essa geração construiu patrimônio, criou filhos, formou opinião e viveu todas as grandes transições tecnológicas: da televisão preto e branco à inteligência artificial. E não ficaram para trás. Hoje, 67% dos 65+ latino-americanos estão online todos os dias e mais da metade já faz compras digitais.
No Brasil, o cenário é ainda mais evidente: mais pessoas têm mais de 50 anos do que adolescentes de 17. Ou seja, a base de consumo está madura — e pronta para ser ouvida.
Baby Boomer x Geração X
O mercado adora colocar “público 40+” num mesmo pacote, mas essa generalização custa caro. Baby Boomers e Geração X vivem momentos de vida diferentes — e o comportamento de consumo reflete isso.
A Geração X (nascidos entre 1965 e 1980) ainda está em fase de crescimento de carreira, muitas vezes pagando escolas, financiando imóveis e ajudando filhos adultos. Eles consomem, sim. Mas com muito mais obrigações financeiras.
Os Baby Boomers, por outro lado, já consolidaram patrimônio, quitaram dívidas e lideram o orçamento familiar. São eles que sustentam filhos, ajudam netos e, ainda assim, priorizam gastos com saúde, bem-estar, viagens e lazer.
Segundo o Tsunami8, entre 73% e 85% dos lares na América Latina são liderados por pessoas acima de 50 anos. No Brasil, esse protagonismo econômico é ainda mais forte. Portanto, se o objetivo é vender, é hora de olhar para quem de fato tem o poder de decisão.
O poder de compra invisível
Apesar de movimentarem quase 20% da economia brasileira, os Baby Boomers seguem invisíveis na maioria das estratégias de marketing. A comunicação das marcas ainda é jovem, acelerada e, muitas vezes, descolada da realidade de quem realmente paga a conta.
O resultado? 45% dos maduros sentem que marcas e governos não os enxergam — e o impacto disso é direto na fidelização e no consumo.
Ignorar essa geração significa desperdiçar o maior poder de compra ativo do país. Diferente do que muitos pensam, eles não pararam no tempo: 79% afirmam que planejam a velhice para não depender de ninguém, o que os torna protagonistas econômicos até o fim da vida.
Marcas que ainda acham que Baby Boomer é sinônimo de offline estão perdendo espaço — e receita.
O que engaja e fideliza os 60+
O consumo dos Baby Boomers não é impulsivo — é consciente, planejado e, quando bem trabalhado, altamente fiel. Por isso, marcas que apostam apenas em campanhas rápidas e superficiais perdem relevância com esse público.
O que engaja um Baby Boomer?
- Tradição e reputação: Marcas sólidas, com história, conquistam mais.
- Atendimento personalizado e humano: Eles valorizam a relação, não o clique.
- Propósito claro: O maduro compra de quem respeita seu legado e seus valores.
- Relação com a família: Consomem pensando nos filhos, nos netos e no que deixam como marca.
Não é à toa que eles gastam mais com saúde, bem-estar, experiências e viagens — tudo o que reforça qualidade de vida e pertencimento.
O legado dos Boomers: uma geração que ainda dita tendências
Os Baby Boomers não são o passado — são o presente e, muitas vezes, o futuro das grandes transformações.
Na websérie “O Legado Baby Boomers”, produzida pela Brasilprev e roteirizada pela MV Marketing, essa visão fica ainda mais evidente. Os episódios mostram como essa geração liderou lutas por igualdade, diversidade, direitos humanos e segue influenciando todas as gerações seguintes.
Foram eles que quebraram tabus, lutaram por liberdade sexual, pelos direitos das mulheres e pela construção de um novo olhar sobre a longevidade. Como destaca a série: “Eles não são nativos digitais, mas são, sim, digitais.”
Assista também ao segundo episódio “O Legado Baby Boomers: A Ponte Entre as Gerações” e entenda por que essa geração continua sendo referência.
Hoje, não há como falar de consumo sem reconhecer o papel central dessa geração — que atravessa transformações e ainda dita tendências.
Como sua marca deve se comunicar com os Baby Boomers
O primeiro passo é claro: parar de falar com esse público como se fossem “idosos” fora do jogo. Baby Boomers são ativos, digitais e protagonistas da economia. O segundo? Construir uma estratégia de comunicação que respeite sua inteligência e valorize o relacionamento.
O que funciona:
- Canais certos: e-mail marketing, YouTube, Facebook e mídia tradicional ainda têm peso.
- Marketing emocional e narrativas de pertencimento: eles compram por identificação e não se engajam em conteúdo aspiracional.
- Conteúdo relevante e profundo: o Baby Boomer quer informação, não só estímulo visual.
- Relacionamento de longo prazo: fidelize com valor, não só com preço.
Quem conseguir criar essa conexão vai dominar um mercado cada vez mais potente.
Ignorar o Baby Boomer é perder vendas
O consumo mudou. A economia prateada cresceu e quem ignora os Baby Boomers está, literalmente, jogando dinheiro fora.
Eles não só decidem por si, como influenciam o consumo de toda a família. E, mais do que nunca, estão atentos a quem os respeita ou não.
Se sua marca quer crescer de verdade, precisa falar com quem realmente paga a conta. E a hora de agir é agora.
Quer construir uma estratégia para os Baby Boomers? A MV Marketing tem o método, o time e o conhecimento para conectar sua marca com essa geração. Fale com a gente.