Marketing conversacional é toda estratégia que estabelece diálogo direto entre marcas e consumidores. Ele acontece por WhatsApp, bots, redes sociais ou SACs inteligentes. Mais do que responder rápido, essa abordagem constrói relacionamento ao longo da jornada. Com o avanço da automação, muitas empresas escalaram seus atendimentos e tornaram as operações mais ágeis. Mas velocidade, sozinha, não garante conexão — especialmente com o público maduro. O verdadeiro diferencial está em unir o que a tecnologia entrega de melhor com aquilo que só o fator humano é capaz de oferecer: atenção, empatia e escuta qualificada. A união entre o atendimento humano e a automação O público 50+ já foi ignorado inúmeras vezes por marcas, produtos e campanhas. Por isso, quando encontra um canal de conversa com uma empresa, valoriza o espaço — e espera uma resposta com respeito. Isso não significa rejeição à tecnologia. Muito pelo contrário: a automação oferece praticidade e eficiência, especialmente na triagem de dúvidas ou no acesso a informações simples. O problema surge quando a jornada de atendimento termina aí. Esse consumidor não quer menus infinitos, nem frases padronizadas. Ele quer ser levado a sério. E isso só acontece quando há escuta de verdade — com atenção ao contexto, ao histórico e ao ritmo da interação. Empresas que equilibram bem automação e atendimento humano criam experiências que funcionam. Em alguns projetos, bots realizam a triagem inicial, coletam informações objetivas e direcionam para atendentes preparados, que assumem a conversa com base no que já foi dito. Em outros casos, profissionais com formação em gerontologia assumem o atendimento, trazendo repertório, sensibilidade e linguagem adequada. O impacto disso é direto: mais confiança, mais resoluções no primeiro contato e menos desgaste para o consumidor. Esses modelos reforçam que não se trata de escolher entre automação ou escuta ativa. O segredo está na combinação: a tecnologia organiza, o humano humaniza. Boas práticas que geram resultados No marketing conversacional, o público maduro não quer ser convencido — quer ser compreendido. Isso exige mais do que respostas rápidas: exige lógica, contexto e, acima de tudo, respeito à sua forma de se comunicar. Alguns elementos são essenciais para que a experiência de conversa funcione com esse perfil: Fluxos com lógica clara e linguagem objetiva, evitando termos técnicos desnecessários e facilitando a navegação desde o primeiro contato Opções visíveis de atendimento humano, sempre que a demanda exigir mais atenção, sensibilidade ou tomada de decisão Treinamento da equipe com foco em letramento em longevidade, garantindo empatia, escuta ativa e repertório para lidar com dúvidas e objeções com mais segurança Histórico de interação visível para quem atende, evitando repetições desnecessárias e mostrando que a marca realmente acompanha a jornada do consumidor Testes com usuários 50+ antes da implementação dos fluxos, ajustando linguagem, ritmo e usabilidade com base em dados reais Além disso, integrar os dados do atendimento às demais estratégias de conteúdo e UX permite identificar padrões de comportamento, ajustar campanhas e evoluir o ecossistema digital da marca com mais precisão. Esses ajustes aumentam a taxa de resolução no primeiro contato, reduzem atritos e, principalmente, reforçam a percepção da marca como uma aliada real — e não apenas como uma fornecedora. Atendimento que conecta O marketing conversacional é mais do que canal: é decisão estratégica. Quem conversa bem com o público maduro não apenas atende melhor — entende melhor. E marcas que compreendem seu consumidor têm mais chances de acertar em tudo o que entregam depois: produto, conteúdo, experiência, reputação. Não basta automatizar. É preciso escolher escutar — com método, com repertório e com intenção. Na MV Marketing, desenvolvemos estratégias que tratam o público 50+ com a escuta que ele merece e a inteligência que sua marca precisa.
Geração X: a ponte invisível do consumo maduro
Quando o mercado fala em maturidade, pensa nos Baby Boomers. Quando fala em futuro, mira nos Millennials e na Geração Z. No entanto, entre esses dois polos está a Geração X — um grupo com alto poder de decisão, influência familiar e relevância estratégica, mas que segue sendo ignorado por boa parte das marcas. Nascidas entre 1965 e 1980, essas pessoas hoje têm entre 43 e 58 anos e ocupam um papel central no consumo, nas lideranças corporativas e nas decisões do mercado. Elas não apenas consomem — elas orientam o consumo de outras gerações. Quem são e por que merecem atenção imediata A Geração X cresceu assistindo TV e entrou na vida adulta junto com a internet. Têm o raciocínio linear de quem viveu o analógico, mas adotaram o digital com naturalidade. São usuários de tecnologia, mas valorizam o contato humano. Confiam em marcas com propósito, mas exigem consistência. São consumidores informados, criteriosos e com histórico de fidelidade — mas só se conectam com marcas que sabem como dialogar com eles. Eles também ocupam posições de liderança dentro de empresas e atuam como decisores B2B altamente relevantes. Estão nas áreas de marketing, RH, compras e diretoria, aprovando orçamentos, contratos e projetos. Ao mesmo tempo, cuidam da gestão de consumo dentro de casa — influenciando desde a escolha do plano de saúde dos pais até o modelo do notebook dos filhos. Geração X: iniciadores de compra invisíveis Grande parte da comunicação de marketing ainda foca no “consumidor final”. O problema é que, em muitos casos, quem inicia a jornada de compra não é quem consome — e sim quem influencia ou valida a decisão. É aí que a Geração X ganha protagonismo. Esse público age como iniciador de compra em diversas situações: pesquisa, indica, compara, recomenda e, muitas vezes, paga. No contexto familiar, orienta decisões de saúde, educação, moradia, tecnologia e consumo recorrente. No ambiente corporativo, filtra fornecedores, avalia credibilidade e define o que outras áreas devem priorizar ou descartar. Como destacou Bete Marin, cofundadora da MV Marketing, em entrevista à Exame, “as mulheres das gerações X e, especialmente, baby boomers são o coração da economia prateada, pois detêm poder aquisitivo e foram revolucionárias.” Essa é uma geração que não apenas consome, mas lidera decisões familiares, influencia comportamentos e redefine o papel da maturidade no mercado. O marketing ainda não aprendeu a enxergar Por que, então, uma geração tão estratégica segue fora do radar das campanhas? A resposta está na cultura do hype: o mercado aprendeu a valorizar o novo. Isso empurrou a Geração X para um limbo — nem jovem o suficiente para ser cool, nem “idosa” o bastante para entrar nas campanhas de longevidade. O resultado é um “gap” de representação. As campanhas de comunicação continuam ignorando a Geração X. Quando a incluem, retratam com estereótipos que não refletem sua vida real: nem sempre cansada, nem sempre acelerada — mas, acima de tudo, muito consciente de seu papel na cadeia de consumo. O perfil do consumidor mudou, e a Geração X é uma evidência clara disso. Como falar com essa geração de forma estratégica Para conquistar esse público, é preciso entregar valor com autenticidade. Não basta ter uma campanha “voltada aos maduros” — é necessário compreender como essa geração consome, decide e influencia. Veja alguns pilares: Utilidade e clareza: informações objetivas, com profundidade e linguagem transparente Canais híbridos: presença digital com atendimento humanizado Respeito à jornada: valorização da autonomia, do conhecimento e da experiência Narrativas coerentes: essa geração identifica inconsistências com facilidade Marcas que desejam se posicionar com força nesse mercado precisam ajustar não só a linguagem, mas também os canais, os fluxos e a forma de medir impacto. A fidelização, nesse caso, não acontece de forma imediata — mas se fortalece quando as marcas constroem esse vínculo com respeito. Uma geração estratégica para o presente (e para o futuro) Quando falamos em economia prateada, é impossível ignorar a Geração X. Eles estão envelhecendo com vitalidade, ocupam espaços de decisão e lideram novos padrões de comportamento. Além disso, atuam como agentes de mudança dentro das empresas. Ao contrário das gerações mais jovens, que ainda estão adquirindo experiência, a Geração X já está no poder — e pode ser o elo entre inovação e maturidade que sua marca ainda não percebeu. Essa geração não quer ser lembrada. Quer ser considerada. Quer ver sua realidade representada, suas dores compreendidas e suas decisões respeitadas. É estratégica demais para ser invisível — e influente demais para ser ignorada. Sua marca está pronta para enxergar e dialogar com essa geração como ela merece? Fale com a MV Marketing e descubra como incluir a Geração X com inteligência, estratégia e impacto.
O segredo para conquistar mercado em um Brasil que envelhece
A sua marca quer conquistar mercado em 2025? Então é hora de enxergar uma realidade que muitos ainda ignoram: o Brasil está envelhecendo — e rápido. Segundo o Censo 2022, 15,8% da população já tem 60 anos ou mais. Em menos de uma década, essa faixa etária vai superar a de crianças e adolescentes no país. Ainda assim, a maioria das marcas segue insistindo em estratégias voltadas apenas para o público jovem. Essa miopia pode custar caro. Afinal, como conquistar mercado ignorando o consumidor que mais cresce, mais vive e mais decide? Essa é a provocação trazida pela MV Marketing em matéria publicada recentemente na Exame, onde a agência foi destaque ao falar sobre os desafios e oportunidades de se comunicar com o público maduro. E a resposta, como mostrou a fundadora Bete Marin, começa com uma mudança de mentalidade: a longevidade não é nicho — é o novo normal. O paradoxo do marketing: realidade x estratégia Apesar dos dados estarem disponíveis, o mercado ainda opera como se a juventude fosse o único caminho para o crescimento. Essa contradição revela um abismo entre a realidade populacional e o comportamento das marcas. Não estamos falando apenas de uma questão demográfica, mas de uma transformação profunda na lógica de consumo. O público maduro é economicamente ativo, conectado e altamente influente. Inclusive, a Geração X — que ocupa esse meio-termo entre Boomers e Millennials — exerce influência direta sobre decisões de compra de filhos, netos e pais, atuando como verdadeira ponte intergeracional dentro do processo de consumo. Apesar disso, esse grupo ainda é frequentemente retratado com estereótipos ou ignorado completamente pelas campanhas publicitárias. E o mais grave: quando lembrado, costuma ser abordado com uma comunicação paternalista, pouco funcional e distante da sua realidade. Economia prateada: potência ainda subestimada A economia prateada já movimenta R$ 2 trilhões por ano no Brasil. É um mercado potente, mas invisibilizado pelas estratégias tradicionais. As marcas que desejam crescer com consistência precisam entender que não há como conquistar mercado ignorando esse potencial. Além do volume financeiro, esse grupo representa uma mudança de perfil de consumo: valoriza experiências, segurança, propósito e atendimento humanizado. Por isso, estratégias que funcionam com os jovens muitas vezes falham com esse público — e o motivo não é resistência à tecnologia, mas sim a ausência de adaptação real da linguagem, usabilidade e canais. A MV defende que as marcas devem investir em letramento em longevidade. Isso inclui entender a lógica linear de pensamento, evitar jargões técnicos, usar elementos de design inclusivo e promover uma escuta ativa — elementos que explicamos em detalhes no nosso guia de letramento em longevidade. Conquistar mercado exige conexão real Em sua fala à Exame, Bete Marin destacou que muitas empresas ainda não sabem como transformar o discurso da inclusão etária em ação estratégica. Faltam dados, repertório e apoio especializado. É por isso que a MV Marketing atua com diagnóstico de linguagem, curadoria de personas maduras e construção de narrativas que respeitam a diversidade etária brasileira. Marcas que desejam conquistar mercado com consistência precisam dar um passo além do “marketing de ocasião”. Elas devem incorporar a longevidade às suas estratégias institucionais e de conteúdo, e não apenas como uma campanha pontual. Isso significa revisar a experiência do usuário, os canais de atendimento, os fluxos de conversação e, sobretudo, os arquétipos utilizados na comunicação. Hora de agir com intenção Há uma janela de oportunidade clara para quem decide agir agora. O público maduro quer ser representado com autenticidade. Quer se ver nos produtos, serviços, campanhas e canais. Não quer mais ser lembrado apenas no mês do idoso. Quer ser protagonista o ano todo. Empresas que entenderem isso terão mais do que retorno financeiro: vão construir relevância social e reputação de marca. E como reforçamos em diversos projetos, essa construção começa com entendimento profundo do consumidor real — como mostramos no conteúdo sobre os perfis da Persona 50+. Conquistar mercado no Brasil de hoje é uma questão de foco. O crescimento não está apenas na inovação digital, mas na capacidade de olhar para quem está sendo ignorado. O envelhecimento da população é inevitável. A decisão de incluir esse público na estratégia de marca, no entanto, é intencional. A MV Marketing já está apoiando empresas que entenderam isso — e estão se posicionando com inteligência. Se sua marca quer mais do que números, e busca impacto real, fale com quem lidera esse movimento. Fale com a MV Marketing e comece a construir estratégias que respeitam, conectam e geram resultados.
Como triplicamos os resultados do UNICEF com o público maduro
Falar sobre legado é necessário — mas nem sempre simples. No Brasil, o testamento ainda é um assunto pouco explorado e cercado de tabus. No entanto, ele pode ser uma forma concreta de contribuição social. O Testamento Solidário, iniciativa global do UNICEF, convida pessoas a incluírem causas sociais em seu testamento. Ou seja, é possível doar parte de um testamento, como um imóvel ou um carro, e deixar um impacto real na vida de milhares de crianças. Apesar da relevância do programa, havia um desafio importante. A comunicação, pensada fora do Brasil, não conectava com o público local — especialmente com pessoas acima de 50 anos, que têm mais estabilidade e potencial de doação. Foi nesse contexto que o UNICEF procurou a MV Marketing. Afinal, engajar o público maduro exige mais do que adaptar uma campanha: exige estratégia, escuta ativa e representatividade. A seguir, mostramos como essa parceria reposicionou a comunicação do Testamento Solidário e levou as campanhas a um novo patamar de eficiência. O desafio do UNICEF No Brasil, poucas pessoas têm o hábito de fazer um testamento. Além disso, menos ainda sabem que podem destinar parte de seu testamento — como um carro ou um imóvel — para uma causa como a do UNICEF. O Testamento Solidário é um programa global. No entanto, a linguagem, os criativos e até o conceito original da campanha não se conectavam com a cultura brasileira, muito menos com a realidade dos 50+. Faltava representatividade, empatia e clareza. Mais do que adaptar um discurso, era necessário construir um diálogo verdadeiro com quem pensa no futuro, mas vive o presente com autonomia. Por isso, o desafio não era apenas de linguagem, mas de posicionamento. A solução da MV Marketing A MV é especialista em marketing para a Economia Prateada. Por isso, nossa abordagem começa sempre pelo entendimento profundo do público. O primeiro passo foi adaptar um criativo internacional do UNICEF para a realidade do Brasil. Nesse processo, ajustamos roteiro, narrativas e imagens para refletirem a diversidade e o protagonismo do público 50+. Além disso, executamos toda a campanha de mídia paga em Meta Ads. Como parte da estratégia, testamos mais de 7 segmentações diferentes, com criativos derivados do vídeo principal. Dessa forma, conseguimos identificar quais perfis de maduros apresentavam maior engajamento e menor custo por lead. Algumas das campanhas realizadas foram: Além das campanhas, promovemos também lives educativas, como: Testamento Solidário: você conhece esta forma de deixar um legado?, com Andrey Guimarães (CNB) e Carolina Santos (UNICEF) Você já refletiu sobre a marca que quer deixar neste mundo?, com Tom Almeida, do Movimento Infinito Entre 2020 e 2022, desenvolvemos campanhas específicas para YouTube e LinkedIn. E um dos aprendizados mais valiosos ficou evidente: vídeos de 45 segundos performam melhor do que os de 15 segundos com o público maduro. Ou seja, enquanto os mais jovens preferem conteúdos curtos e diretos, o 50+ valoriza profundidade, contexto e respeito. Consequentemente, o resultado dessas campanhas foi expressivo: triplicamos a eficiência em comparação com as iniciativas anteriores da organização. Uma das campanhas globais adaptadas pela MV Marketing para o público maduro. “É muito confortável trabalhar com especialistas. Saber que estamos usando as estratégias certas para dialogar com o público maduro é essencial. Com a equipe da MV Marketing nós realizamos campanhas muito mais eficientes e conseguimos resultados três vezes maiores do que as campanhas anteriores. Está sendo, sem dúvida, um rico processo de aprendizagem para todos.” — Carolina Santos, Mobilização de Recursos e Parcerias | Programa de Testamentos Solidários – UNICEF Dados que mudaram a comunicação Em 2022, promovemos o Workshop de Personas 50+ com os times de comunicação, relacionamento e legado do UNICEF. O processo cruzou três fontes: Estudo Data8 sobre os 6 perfis de consumo 50+ no Brasil Análise do perfil e comportamento dos leads gerados nas campanhas Entrevistas qualitativas com doadores Com base nesse cruzamento, nasceu a Persona Universal do Testamento Solidário — um perfil estratégico que passou a orientar toda a comunicação futura do programa. Além disso, em 2024, demos mais um passo: escuta ativa com profundidade. Realizamos três focus groups com doadores e não doadores, com o objetivo de entender motivações, barreiras e o que realmente conecta esse público à causa. Em seguida, cruzamos os achados com os perfis atitudinais da Data8, identificando quais mensagens funcionam melhor para cada tipo de perfil. Dessa forma, a estratégia passou a ser ainda mais segmentada e orientada por dados reais. Falar com o consumidor maduro exige respeito, dados, estratégia e representatividade. Por isso, não basta adaptar o que foi feito para jovens. É necessário criar com propósito – e com quem entende do assunto. Resultados de uma estratégia com propósito Campanhas sobre testamento, quando bem feitas, não falam de fim. Falam de continuidade. Com dados, empatia e estratégia, ajudamos o UNICEF a transformar um tema sensível em uma conversa de valor. O resultado: campanhas até três vezes mais eficazes que as anteriores. Se a sua marca também quer dialogar com quem tem poder de decisão, renda acumulada e vontade de deixar um legado — precisa começar com a pergunta certa: Você está se comunicando com o público 50+ do jeito certo? A MV é a primeira agência digital especializada no consumidor maduro. Nossos projetos unem inteligência de dados, pesquisa, conteúdo e performance. E mais do que teoria, temos a prática: colocamos os insights em ação. Fale com nosso time e descubra como a sua marca pode crescer na Economia Prateada.
Manual de Boas Práticas de Comunicação 50+: Case Brasilprev
A Brasilprev, a prestigiada empresa de previdência privada no Brasil, entendeu a necessidade de se conectar de forma mais direta e personalizada com o público 50+. E para isso, contratou à MV Marketing, agência especialista no público maduro. O resultado? Um guia de boas práticas de comunicação para assessorar as áreas de produto, relacionamento, clientes, marketing e comunicação da empresa. Desafio x Solução O consumo das pessoas com idade a partir de 50 anos equivale a 24% do PIB nacional e é um dos maiores grupos de consumidores no Brasil. Mas tem um problema: eles se sentem ignorados pelas empresas e 77% não se identificam com as campanhas publicitárias, segundo dados da Data8. Na Brasilprev, esse público é parte significativa dos clientes, o que torna a comunicação eficiente com eles, uma missão importantíssima. Com esses dados na mão, a MV Marketing entrou em cena para ajudar a criar um guia que orientasse todas as áreas da Brasilprev a falar a mesma língua do público 50+ e a usar os canais certos para atendê-los melhor. Como foi conduzido o projeto Time Multidisciplinar: Montamos um grupo multidisciplinar, com colaboradores das equipes de produtos, relacionamento, clientes, marketing e comunicação. Workshops de Imersão: Todo time se aprofundou nos diferentes perfis da maturidade brasileira, em seguida criamos as personas da Brasilprev e desenhamos juntos os mapas de empatia para entender melhor os desafios e oportunidades. Criação do Guia: Com o guia pronto, os times tiveram acesso às orientações de como estruturar textos, usar uma linguagem clara, design inclusivo e usabilidade fácil. Tudo com exemplos práticos do que fazer e do que evitar. O guia é um verdadeiro manual de: Princípios de Comunicação: Como estruturar os textos, usar uma linguagem direta e design inclusivo. Dicas Práticas: O que fazer e o que evitar na comunicação com o público 50+. Orientações sobre Inclusão e Diversidade: Como representar os maduros de forma realista e positiva nas campanhas. Impacto e Resultados Sandro Bonfim, superintendente de produtos da Brasilprev, em entrevista ao portal Clientes SA, explicou que a expectativa de vida dos brasileiros está aumentando e é essencial que as empresas estejam prontas para atender e se comunicar bem com esse público. Segundo Bonfim “Cada vez mais entendemos a importância de um olhar específico para os clientes 50+ no que tange ofertas, serviços, tratamento e comunicação. Aqui na Brasilprev, estamos focados em criar soluções para esse público. A partir de uma comunicação eficaz nos aproximamos desses clientes, conseguimos entender e atender suas necessidades”. Esse projeto não só reforçou a posição da Brasilprev como uma empresa que respeita e entende seus clientes maduros, mas também mostrou a expertise da MV Marketing em criar soluções de comunicação inclusivas e eficazes. A parceria rendeu um material que está sendo usado pelas equipes internas, promovendo uma comunicação mais alinhada e respeitosa com os longevos. Com 4 anos de estrada, a MV Marketing se destaca como a primeira agência de marketing digital focada no consumidor maduro, usando uma abordagem data-driven para ajudar empresas a engajar e converter consumidores 50+ em fãs da marca. Este case é a prova de como a MV pode transformar a comunicação empresarial, atendendo às demandas de um mercado em constante evolução. Quer saber mais sobre como a MV Marketing pode ajudar sua empresa a se conectar de forma mais eficaz com o público 50+? Entre em contato com nosso time.
Data Driven Marketing: mais dados não significa melhores decisões
Quase toda empresa coleta dados. Relatórios de desempenho, dashboards integrados, CRM alimentado, analytics rodando. No entanto, mesmo com tanto acesso à informação, muitas marcas continuam decidindo com base no velho “achismo”. Isso não é data driven marketing. É desperdiçar potencial. Ser orientado por dados vai muito além de acompanhar números. É agir com base neles. É testar hipóteses, ajustar estratégias e aprender com os resultados. Em vez de repetir o que já foi feito, trata-se de construir decisões fundamentadas — e não apenas intuitivas. Data driven marketing exige mais do que acesso a dados Em muitos times, os dados existem — mas não têm função estratégica. Servem para justificar decisões passadas ou preencher relatórios de apresentação. No entanto, pouco contribuem para mudanças reais. Insight que não vira ação é ruído. Dado parado é só estatística. Na MV Marketing, aprendemos que o problema nunca foi a falta de dados — e sim o que se faz com eles. Desde o início, nossa atuação é orientada por dados. Unimos uma base sólida de estudos sobre o comportamento do consumidor maduro com aprendizados práticos, gerados em campanhas reais, em diversos segmentos. Como resultado, esse acúmulo de conhecimento teórico e vivência no campo nos permite identificar padrões, criar hipóteses bem fundamentadas e validar decisões com segurança. Mais do que olhar para números, lemos comportamento — e o traduzimos em estratégia. Além disso, muitas empresas ainda coletam apenas o básico. Medem curtidas, visualizações e cliques. Porém, sem profundidade na coleta, não existe personalização. E sem personalização, não há relevância. Na MV, trabalhamos com dados que revelam atitude, motivação e estágio da jornada. É essa leitura que redefine o marketing para o público 50+. Afinal, entender o comportamento maduro é mais do que uma especialidade nossa — é o centro da nossa estratégia. Testar, medir e decidir: a base de uma estratégia que aprende Outro erro comum é esperar certeza para agir. Mas, no marketing, raramente ela existe. Em vez disso, é preciso testar. Só assim se constrói uma estratégia verdadeiramente orientada por dados. Por isso, desenvolvemos uma cultura de teste. Se não há dado suficiente, vamos gerar. Criamos hipóteses, rodamos experimentos, medimos resultados e interpretamos padrões. Se fizer sentido, escalamos. Caso contrário, ajustamos. Essa mentalidade nos permite atender marcas com perfis e objetivos muito diferentes. Há casos em que uma campanha tem performance acima da média para um público e falha em outro. Isso não é falha. É sinal de que o teste está funcionando — e que a leitura precisa continuar. Foi com essa abordagem que entregamos resultados expressivos em projetos de educação, previdência, longevidade e no terceiro setor. O processo é sempre o mesmo: testar, aprender, decidir. Além disso, a cultura de teste evita decisões baseadas em preferências pessoais ou intuições soltas. Com dados, as decisões ganham respaldo — e as campanhas, resultado. Ferramenta sem método é só tecnologia ociosa Muito se fala em dashboards e business intelligence. Porém, poucas empresas sabem como extrair valor dessas ferramentas. Um painel cheio de gráficos não transforma um negócio. Sem objetivo claro, sem equipe preparada, o dashboard vira apenas um acessório bonito. Na MV, criamos dashboards que realmente orientam a tomada de decisão. São personalizados, integrados e pensados para o negócio de cada cliente. Ou seja, não se trata apenas de acompanhar métricas. Trata-se de agir com base nelas. Nesse cenário, defendemos que o dado deve estar presente na rotina estratégica da marca. E não como controle passivo, mas como bússola para onde ela quer chegar. IA precisa de histórico para entregar inteligência real A inteligência artificial já faz parte dos bastidores da MV. Automatizamos relatórios, organizamos processos internos, integramos sistemas e aceleramos rotinas operacionais. O objetivo é sempre o mesmo: ganhar eficiência sem perder visão estratégica. No entanto, IA sem contexto é só mais uma ferramenta. Para funcionar bem, ela precisa de histórico, de padrões e de direção clara. Só assim ela aprende — e entrega valor real. Na prática, usamos inteligência artificial como aliada. Ela nos ajuda a ganhar tempo, reduzir erros e liberar nosso time para focar no que realmente importa: análise crítica, criatividade e decisões mais inteligentes. Essa abordagem é liderada por Camilla Alves, cofundadora da MV e mestre em Data Driven Marketing com especialização em Ciência de Dados. É ela quem direciona o uso estratégico de tecnologia dentro da agência, garantindo que a IA esteja sempre a serviço da inteligência de negócio — e nunca no controle. Transformar dados em impacto exige ação O mercado está repleto de relatórios. O que falta são decisões. Falta coragem para agir com base no que os dados mostram, em vez de seguir no automático. Data driven marketing é mais do que conceito bonito. É prática, processo e cultura. É o que fazemos todos os dias na MV Marketing, conectando dados a contextos, comportamento a estratégia e marcas ao consumidor maduro com autenticidade. Se sua empresa quer parar de acumular dados e começar a gerar impacto com eles, fale com a gente. A gente transforma dado em direção.
Baby Boomer e o poder de compra invisível
Enquanto o mercado almeja os jovens e embarca em tendências passageiras, a economia real é movida por quem tem estabilidade, patrimônio e o poder da decisão de compra: a geração Baby Boomer. Nascidos entre 1946 e 1964, os Baby Boomers são protagonistas da economia global e no Brasil não é diferente. De acordo com os dados da Harvard Business Review, eles lideram a maioria dos lares e movimentam quase R$ 1,8 trilhão por ano apenas no Brasil. Ainda assim, são ignorados por marcas que seguem apostando todas as fichas nas gerações mais novas. Mas a questão é simples: sua marca está realmente falando com quem consome? Quem são os Baby Boomers Os Baby Boomers cresceram no pós-guerra, em um mundo que respirava otimismo, crescimento econômico e expansão dos direitos civis. Foram protagonistas das grandes revoluções culturais, comportamentais e sociais — da contracultura à luta por igualdade de gênero e direitos humanos. Essa geração construiu patrimônio, criou filhos, formou opinião e viveu todas as grandes transições tecnológicas: da televisão preto e branco à inteligência artificial. E não ficaram para trás. Hoje, 67% dos 65+ latino-americanos estão online todos os dias e mais da metade já faz compras digitais. No Brasil, o cenário é ainda mais evidente: mais pessoas têm mais de 50 anos do que adolescentes de 17. Ou seja, a base de consumo está madura — e pronta para ser ouvida. Baby Boomer x Geração X O mercado adora colocar “público 40+” num mesmo pacote, mas essa generalização custa caro. Baby Boomers e Geração X vivem momentos de vida diferentes — e o comportamento de consumo reflete isso. A Geração X (nascidos entre 1965 e 1980) ainda está em fase de crescimento de carreira, muitas vezes pagando escolas, financiando imóveis e ajudando filhos adultos. Eles consomem, sim. Mas com muito mais obrigações financeiras. Os Baby Boomers, por outro lado, já consolidaram patrimônio, quitaram dívidas e lideram o orçamento familiar. São eles que sustentam filhos, ajudam netos e, ainda assim, priorizam gastos com saúde, bem-estar, viagens e lazer. Segundo o Tsunami8, entre 73% e 85% dos lares na América Latina são liderados por pessoas acima de 50 anos. No Brasil, esse protagonismo econômico é ainda mais forte. Portanto, se o objetivo é vender, é hora de olhar para quem de fato tem o poder de decisão. O poder de compra invisível Apesar de movimentarem quase 20% da economia brasileira, os Baby Boomers seguem invisíveis na maioria das estratégias de marketing. A comunicação das marcas ainda é jovem, acelerada e, muitas vezes, descolada da realidade de quem realmente paga a conta. O resultado? 45% dos maduros sentem que marcas e governos não os enxergam — e o impacto disso é direto na fidelização e no consumo. Ignorar essa geração significa desperdiçar o maior poder de compra ativo do país. Diferente do que muitos pensam, eles não pararam no tempo: 79% afirmam que planejam a velhice para não depender de ninguém, o que os torna protagonistas econômicos até o fim da vida. Marcas que ainda acham que Baby Boomer é sinônimo de offline estão perdendo espaço — e receita. O que engaja e fideliza os 60+ O consumo dos Baby Boomers não é impulsivo — é consciente, planejado e, quando bem trabalhado, altamente fiel. Por isso, marcas que apostam apenas em campanhas rápidas e superficiais perdem relevância com esse público. O que engaja um Baby Boomer? Tradição e reputação: Marcas sólidas, com história, conquistam mais. Atendimento personalizado e humano: Eles valorizam a relação, não o clique. Propósito claro: O maduro compra de quem respeita seu legado e seus valores. Relação com a família: Consomem pensando nos filhos, nos netos e no que deixam como marca. Não é à toa que eles gastam mais com saúde, bem-estar, experiências e viagens — tudo o que reforça qualidade de vida e pertencimento. O legado dos Boomers: uma geração que ainda dita tendências Os Baby Boomers não são o passado — são o presente e, muitas vezes, o futuro das grandes transformações. Na websérie “O Legado Baby Boomers”, produzida pela Brasilprev e roteirizada pela MV Marketing, essa visão fica ainda mais evidente. Os episódios mostram como essa geração liderou lutas por igualdade, diversidade, direitos humanos e segue influenciando todas as gerações seguintes. Foram eles que quebraram tabus, lutaram por liberdade sexual, pelos direitos das mulheres e pela construção de um novo olhar sobre a longevidade. Como destaca a série: “Eles não são nativos digitais, mas são, sim, digitais.” Assista também ao segundo episódio “O Legado Baby Boomers: A Ponte Entre as Gerações” e entenda por que essa geração continua sendo referência. Hoje, não há como falar de consumo sem reconhecer o papel central dessa geração — que atravessa transformações e ainda dita tendências. Como sua marca deve se comunicar com os Baby Boomers O primeiro passo é claro: parar de falar com esse público como se fossem “idosos” fora do jogo. Baby Boomers são ativos, digitais e protagonistas da economia. O segundo? Construir uma estratégia de comunicação que respeite sua inteligência e valorize o relacionamento. O que funciona: Canais certos: e-mail marketing, YouTube, Facebook e mídia tradicional ainda têm peso. Marketing emocional e narrativas de pertencimento: eles compram por identificação e não se engajam em conteúdo aspiracional. Conteúdo relevante e profundo: o Baby Boomer quer informação, não só estímulo visual. Relacionamento de longo prazo: fidelize com valor, não só com preço. Quem conseguir criar essa conexão vai dominar um mercado cada vez mais potente. Ignorar o Baby Boomer é perder vendas O consumo mudou. A economia prateada cresceu e quem ignora os Baby Boomers está, literalmente, jogando dinheiro fora. Eles não só decidem por si, como influenciam o consumo de toda a família. E, mais do que nunca, estão atentos a quem os respeita ou não. Se sua marca quer crescer de verdade, precisa falar com quem realmente paga a conta. E a hora de agir é agora. Quer construir uma estratégia para os Baby Boomers? A MV Marketing tem o método, o time e o
Persona 50+: os perfis maduros que sua marca não enxerga
Se você trabalha com marketing ou vendas, já ouviu falar em persona. Mas será que sabe, de fato, o que significa? E mais: entende a diferença entre Persona e Buyer Persona? Persona é a representação semi-fictícia do seu cliente ideal, construída a partir de dados reais e comportamentais. Já a Buyer Persona vai além: foca na jornada de compra e nas motivações que levam o consumidor a escolher a sua marca – ou o concorrente. Em outras palavras, a Persona mostra quem é o seu cliente. A Buyer Persona revela como e por que ele compra. Agora, pare e reflita: sua marca realmente conhece o comportamento de compra dos seus consumidores? Ou continua falando com todo mundo, mas convertendo quase ninguém? Persona 50+: o que você precisa entender O público maduro é plural. No entanto, a maioria das marcas ainda insiste em tratá-lo como um grupo homogêneo, preso a estereótipos ultrapassados. No Brasil, a realidade é outra. Segundo o estudo Tsunami Prateado, da Data8, os maduros se dividem em seis perfis atitudinais. Cada um deles revela comportamentos e expectativas diferentes em relação ao consumo, à tecnologia e ao mercado. Entre esses perfis estão os autosuficientes, que controlam a vida financeira, tomam decisões sozinhos e não aceitam depender de ninguém. Além deles, os sábios valorizam o conhecimento, influenciam o círculo social e são referência nas decisões familiares. Já os agregadores mantêm a casa cheia, centralizam os encontros e reforçam os laços afetivos. Além disso, outros três perfis refletem consumidores em transição, recomeços ou descobertas – um retrato claro de que maturidade não é sinônimo de estagnação. Enquanto isso, na Ásia, um estudo focado em tecnologia e envelhecimento mapeou 12 perfis de idosos, a partir de quatro grandes motivações: autonomia, pertencimento, competência e realização pessoal. Ou seja, esse movimento global mostra o quanto o comportamento maduro é diverso e desafiador. O recado é direto: lá fora, o mercado já entendeu a complexidade da maturidade. Por aqui, seguimos atrasados, insistindo em tratar quem mais consome como um público invisível. Persona Universal 50+: a metodologia da MV Foi exatamente para enfrentar esse desafio que a MV Marketing criou a metodologia Persona Universal 50+. Trata-se de uma ferramenta robusta, construída para identificar os perfis mais alinhados à sua marca e gerar uma persona sólida, que se conecta diretamente com as estratégias de comunicação, marketing e desenvolvimento de produtos. O processo combina dados nacionais e internacionais, mapeando padrões, comportamentos, objetivos e desafios reais. Mais do que uma entrega, é uma cocriação com o cliente, que culmina na construção do Mapa de Empatia da Persona Universal 50+ – um ativo estratégico que direciona decisões de forma precisa e fundamentada. Essa metodologia é aplicada em dois workshops exclusivos, cada um desenhado para extrair o máximo de insights sobre o comportamento maduro. Assim, garantimos profundidade e aplicabilidade real. Workshop Persona 50+: Comportamento e Jornada Nesse encontro, aprofundamos o cenário demográfico e o envelhecimento da população. Além disso, analisamos o impacto econômico dos 50+ no consumo e exploramos como esse público se comporta diante das marcas e da mídia. Na sequência, investigamos: Perfis atitudinais e preferências Jornada de compra Influência de agentes na decisão de consumo A partir desse mergulho, cocriamos com o cliente a Persona Universal e o Mapa de Empatia da sua marca, consolidando tudo em um relatório estratégico com insights claros e acionáveis. Workshop Desenvolvimento de Empreendimentos Imobiliários 50+ Exclusivo para quem projeta residenciais voltados ao público maduro, esse Workshop vai além da comunicação. Nele, exploramos o cenário demográfico e o potencial econômico dos 50+ no mercado imobiliário. Além disso, mapeamos: Necessidades e expectativas habitacionais Definição de mix de serviços, infraestrutura e tecnologias adequadas Teste de conceito com potenciais clientes Por fim, o processo se encerra com a entrega de um relatório completo, trazendo os principais aprendizados e orientações práticas para o desenvolvimento do empreendimento imobiliário 50+. Por que sua marca precisa de uma persona 50+ Ignorar a diversidade e a força de consumo do público sênior custa caro. Mais do que uma tendência, criar uma Persona Universal é uma necessidade estratégica para marcas que querem crescer de forma consistente e relevante. Dessa forma, sua comunicação deixa de ser genérica e passa a falar diretamente com quem decide. Ou seja, você reduz desperdício de verba, aumenta a conversão e posiciona sua marca como referência em um mercado que só tende a crescer. Se sua marca está pronta para esse próximo passo, a MV Marketing tem o método, o time e o conhecimento necessário para construir essa conexão. Clique aqui e solicite um orçamento do workshop para a sua empresa.
Storytelling e o consumidor sênior: narrativas que conectam
Sempre que ajustamos a comunicação de uma marca para o público 60+, encontramos histórico de narrativas previsíveis e estereotipadas. O casal maduro na varanda, o sorriso contemplativo na praia, a xícara de café… uma cena bonita, porém, que não traduz a realidade desse público. A verdade é que o consumidor sênior quer se ver representado de forma autêntica – como alguém ativo, cheio de planos e vivendo novas experiências. No entanto, poucas marcas têm coragem de romper com esses clichês e criar histórias ousadas e conectadas com a vida real. A Reserva fez isso com maestria. Na campanha de Dia dos Namorados, retratou um casal maduro em momentos íntimos e apaixonados – sem pudor, sem estereótipos, sem medo de provocar. Como resultado, o impacto foi imediato. A campanha quebrou padrões, desafiou expectativas e gerou uma repercussão extremamente positiva, inclusive entre os jovens. Essa é a força do storytelling bem-feito. Quando bem aplicado, ele faz com que as marcas saiam do óbvio e apostem em narrativas reais, criando impacto, gerando identificação e construindo conexões profundas com os consumidores. O que é storytelling e por que ele importa? Storytelling é a arte de contar histórias para engajar, inspirar e gerar identificação. Além disso, ele desperta emoções, torna mensagens memoráveis e influencia decisões de compra. Para o público 60+, o impacto pode ser ainda maior. Histórias bem construídas ressoam com suas experiências, despertam lembranças e criam vínculos emocionais fortes com as marcas. Porém, aqui está o grande desafio: autenticidade. Se a narrativa não for verdadeira e relevante para essa audiência, ela perde força e conexão. Pensamento linear e storytelling: como o público maduro processa narrativas? Muitos acreditam que, para se conectar com o consumidor 60+, o storytelling precisa ser extremamente simples e previsível. Entretanto, essa visão reduz a experiência do público sênior e ignora sua capacidade de absorver histórias envolventes e sofisticadas. O que de fato diferencia esse público é a preferência por narrativas bem estruturadas, onde cada informação tem um propósito e se encaixa naturalmente na história. Ou seja, assim como qualquer outra faixa etária, o público maduro valoriza histórias envolventes, ricas em detalhes e com boas construções de personagens. Mas isso não significa que o storytelling para esse público deva ser raso ou óbvio. Muito pelo contrário, os maduros apreciam profundidade emocional, enredos bem desenvolvidos e narrativas relevantes para suas vivências. O que é pensamento linear? O pensamento linear segue uma lógica estruturada e sequencial, onde a informação é absorvida de forma direta e organizada. Isso contrasta com o pensamento paralelo, mais comum entre os nativos digitais, que buscam informações simultaneamente em diferentes fontes e formatos. Como isso impacta o consumo de conteúdo? O consumidores 60+ cresceram consumindo mídias tradicionais, como TV, rádio e jornais, onde a narrativa segue uma ordem clara, sem múltiplos caminhos. Por outro lado, nativos digitais estão acostumados a pular entre links, assistir vídeos acelerados e consumir múltiplos formatos ao mesmo tempo. Isso significa que, para conectar marcas e seniores, o storytelling deve ser envolvente, mas também bem estruturado, claro e direto. Em outras palavras, não se trata de simplificar o conteúdo, mas de respeitar uma lógica que torna a experiência mais fluida e intuitiva para esse público. O que realmente faz diferença? Coerência narrativa – Histórias que fluem naturalmente, sem cortes abruptos ou mudanças desconexas. Contexto bem definido – O público sênior valoriza detalhes que fazem sentido dentro da história, enriquecendo a experiência. Emoção genuína – O impacto emocional deve ser autêntico, sem recorrer a estereótipos ou exageros artificiais. Representatividade real – Personagens e temas que refletem a diversidade do público maduro, sem reduzi-los a um papel específico. Em resumo, o segredo do storytelling para 60+ não está na simplicidade, mas na clareza, na conexão e na relevância emocional. Uma das chaves para construir um storytelling eficaz para o público maduro está na forma como essa audiência processa informações. Histórias autênticas vendem mais As marcas que realmente se conectam com o público sênior são aquelas que saem do papel de narradoras e dão espaço para que esse público também crie e protagonize suas próprias histórias. Um ótimo exemplo disso é o Festival Cine Inclusão 60+ em Foco, projeto que incentiva pessoas maduras a escrever, produzir e atuar em filmes. E o resultado? Narrativas poderosas, sem filtros ou roteiros prontos, que geram identificação e impacto real, apoiado pela MV Marketing. Se sua marca quer conquistar esse público, então precisa abandonar o previsível e trazer inovação para suas narrativas. 6 passos para um storytelling que realmente impacta o público sênior Criar um storytelling envolvente para o consumidor maduro exige sensibilidade, respeito e autenticidade. Isso significa abandonar narrativas que os retratam de forma caricata ou ultrapassada e, em vez disso, construir histórias que reflitam seu protagonismo e diversidade. 1. Histórias inspiradoras, não apenas nostálgicas A nostalgia pode ser um recurso poderoso, contudo, não pode ser o único. Exemplo: Em vez de mostrar um idoso relembrando o passado, que tal mostrá-lo iniciando um novo projeto, aprendendo algo novo ou vivendo um recomeço? 2. Protagonistas reais, não caricaturas O público maduro não quer ser retratado apenas como avós ou aposentados. Exemplo: Um casal sênior viajando juntos, redescobrindo o amor ou empreendendo um novo negócio. 3. Conflitos envolventes – porque boas histórias têm desafios O público 60+ quer histórias com desafios reais, superações e mudanças de vida. Exemplo: Uma mulher madura aprendendo a programar e criando uma startup para ajudar sua comunidade. 4. Resoluções inspiradoras e emocionantes Histórias que mostram conquistas reais e novos começos. Desfechos que reforçam autonomia e propósito. Mensagens que inspiram todas as gerações. 5. O tom certo: sem infantilização, sem condescendência Nada de tratar a idade como limitação. Nada de linguagem condescendente. O foco deve ser a experiência do personagem, não sua idade. 6. Explore diferentes formatos de storytelling Vídeos curtos e documentários emocionantes Artigos e histórias escritas aprofundando a narrativa Podcasts e entrevistas que trazem relatos reais O consumidor sênior se vê nas histórias da sua marca? O público maduro não quer se ver como figurante
Equidade Intergeracional: Sua marca conecta gerações?
O marketing tradicional ainda opera sob uma lógica ultrapassada: segmentar o público por faixas etárias e criar campanhas específicas para cada geração. No entanto, essa abordagem não reflete mais a realidade do consumo, nem promove equidade na comunicação. Hoje, Baby Boomers influenciam decisões de compra dos mais jovens e vice-versa, Millennials e Geração Z compartilham hábitos com a Geração X e o contrário també acontece, as gerações interagem no ambiente digital. Como resultado, marcas que não consideram a interconexão geracional na comunicação estão perdendo relevância e mercado. Diante desse cenário, o conceito de equidade intergeracional surge como solução. Em vez de criar campanhas isoladas para cada público, a ideia é construir uma comunicação que integre diferentes gerações de forma equilibrada e autêntica. Neste artigo, vamos entender como aplicar esse conceito, quais erros as marcas ainda cometem e, principalmente, como tornar sua comunicação realmente inclusiva. Equidade, diversidade e inclusão: Qual a diferença? Quando falamos de comunicação intergeracional, não basta apenas incluir diferentes idades nas campanhas. É preciso garantir que todas as gerações tenham voz, relevância e um papel ativo na conversa. Para isso, é essencial entender três conceitos: Diversidade: Representar diferentes idades na comunicação, sem excluir nenhum público, considerando idade, gênero, cultura e outros fatores. Inclusão: Criar campanhas onde todas as gerações se sintam representadas e valorizadas. Equidade: Ajustar a linguagem, o design e as mensagens para que todas as pessoas tenham acesso à informação de forma justa e relevante, considerando suas necessidades específicas. Se sua marca coloca um idoso em uma campanha, mas ele aparece como figurante enquanto os mais jovens conduzem a narrativa, isso não é equidade. Se a comunicação usa jargões ou design que dificultam o acesso de algumas faixas etárias, isso não é equidade. A verdadeira equidade intergeracional acontece quando marcas param de tratar gerações como segmentos isolados e começam a enxergar o consumidor como ele realmente é: conectado, influente e diverso. Não basta inserir diferentes idades na publicidade – é preciso garantir que todas tenham voz e papel ativo. Esse é o princípio da equidade intergeracional. O desafio de falar com todas as gerações As marcas que segmentam suas campanhas por idade ignoram um fator essencial: as gerações não vivem isoladas umas das outras. O consumo é intergeracional, e as experiências compartilhadas entre diferentes idades influenciam decisões de compra. Como cada geração consome e influencia o mercado? Geração Comportamento de consumo Baby Boomers (1946-1964) Maior poder aquisitivo, valorizam qualidade e atendimento personalizado. Muitos são decisores de compra em suas famílias. Geração X (1965-1980) Equilibram o consumo entre o físico e o digital, influenciando tanto os Boomers quanto os Millennials. Millennials (1981-1996) Buscam marcas com propósito e autenticidade, influenciam a Geração Z e compram para seus filhos e pais. Geração Z (1997-2010) Cresceram no digital, consomem por recomendação e esperam interações ágeis e inovadoras. As gerações não competem entre si – elas influenciam umas às outras. Portanto, uma comunicação eficiente precisa considerar essa dinâmica, evitando tanto o isolamento geracional quanto a generalização. O grande desafio, então, é criar uma narrativa que engaje todas as idades sem perder autenticidade. Saiba mais sobre como diferentes gerações se conectam: A conexão entre gerações: mulheres Z & Boomers Onde as marcas erram na comunicação intergeracional? Muitas marcas ainda falham ao tentar dialogar com diferentes gerações. Algumas ignoram certos públicos, enquanto outras criam campanhas que reforçam estereótipos negativos. 1. Inclusão sem equidade: o maduro está na campanha, mas não tem voz Muitas marcas incluem o público maduro em suas campanhas para parecerem mais inclusivas. No entanto, essa inclusão muitas vezes é superficial: os mais velhos aparecem, mas não têm o mesmo protagonismo que as outras gerações. É comum ver campanhas onde a Geração Z e os Millennials têm falas, expressam suas opiniões e interagem com o produto, enquanto os Boomers aparecem apenas como figurantes, sorrindo ao fundo ou assumindo um papel passivo. Isso reforça a ideia ultrapassada de que o consumidor maduro não tem mais desejos, decisões ou influência real no consumo. Além disso, muitas marcas ainda retratam os Boomers de forma antiquada, colocando-os em cenários ultrapassados, com figurinos que não representam sua realidade atual. Avós modernos não vivem apenas sentados na frente da TV, nem vestem sempre roupas formais ou tricôs. Pelo contrário, a nova geração 60+ é ativa, conectada e influencia diretamente o mercado. 2. Linguagem e design inacessíveis A comunicação visual de muitas marcas ainda não considera a acessibilidade para diferentes idades. Fontes pequenas, baixa legibilidade, excesso de informações visuais e contraste inadequado dificultam a compreensão para o público 50+, que muitas vezes enfrenta desafios naturais de visão. Além disso, jargões excessivamente jovens ou linguagem técnica afastam consumidores maduros, tornando a comunicação menos efetiva. Para garantir equidade intergeracional, é essencial adaptar a comunicação sem infantilizar o público maduro. Isso inclui design claro e intuitivo, textos diretos e acessíveis, além de recursos como legendas e descrições para conteúdos audiovisuais. Saiba mais sobre design inclusivo e linguagem acessível: Linguagem inclusiva: como se referir a idosos sem erros Design universal: acessibilidade para todas as idades Como tornar sua marca relevante para todas as gerações? | Case Sephora Brasil Recentemente, ao acessar o site da Sephora Brasil, me deparei com algo que raramente vejo no mercado de beleza: uma mulher madura estampando a home, com sua pele real, sem retoques excessivos, sem esconder suas rugas, sem tentar disfarçar sua idade. Foi um alívio ver uma marca de renome tendo a coragem de retratar a beleza como ela é – e para todas as idades. Afinal, mulheres 50+ também consomem cosméticos, investem em skincare e querem produtos que realmente atendam às suas necessidades. Mas essa ainda não é a realidade da maioria das marcas. A maioria dos sites de beleza e moda insiste em retratar um padrão único: pele jovem, sem marcas, sem sinais do tempo. Como se o público maduro simplesmente não existisse. Esse apagamento não acontece só no setor de beleza – está em campanhas de tecnologia, moda, turismo e até na publicidade de produtos bancários. As marcas continuam se comunicando